| Centro
Promoção Humana (CPH) |
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Missão
O CPH é um espaço facilitador do desenvolvimento integral
do ser humano, que por meio da Pedagogia do Encontro entre a
Instituição e a Comunidade, oferece programas integrados de
geração de renda, bem-estar e ações transversais para famílias
de baixa renda, com enfoque na mulher.
Filosofia
No CPH a mulher é vista com sua feminilidade, esforço, dedicação,
trabalho e singularidade, como portadora da vida e do privilégio
único de ser mulher. A mulher é promovida para a autonomia e
para o bem estar, com o mundo, com a sociedade, com a família
e consigo mesma. Isso ocorre por meio de dois programas: o Programa
Geração de Trabalho e Renda e o Programa de Bem-Estar.
Justificativa
Por que a mulher?
A hipótese central da qual nasceram os programas preferenciais
para mulheres do CPH é a de que a sua promoção contribui para
a qualidade de vida, as relações democráticas e a equidade de
gênero na família e na comunidade.
Tal hipótese fundamenta-se numa leitura da história, confirmada
por pesquisas, onde a mulher de baixa renda em particular, continua
sendo discriminada nos Direitos básicos, como preconizado na
Constituição (1988) e na Carta dos Direitos Humanos (ONU).
Mediante o exposto, o CPH oferece uma estrutura com programas
e ações visando facilitar a expressão do potencial da Mulher.
Diagnóstico sócio-histórico
Guarituba, Piraquara – Paraná - Brasil
Piraquara é situada na Região metropolitana de Curitiba,
a uma distância de 22 quilômetros da capital do Estado do Paraná,
em uma área de quilômetros quadrados, onde se localizam mananciais
de abastecimento publico, responsáveis por 70% do abastecimento
da Grande Curitiba. Por isso, trata-se de uma região de preservação
ambiental e hídrica
Sua população é de 72.806 habitantes, predominando a baixa renda;
somente no bairro Guarituba existem mais de 40.000 pessoas –
que moram em áreas de ocupação – são de baixa renda ou não possuem
nenhuma. Por isso, as moradias são inadequadas, sem saneamento
básico. Nesta região observa-se uma concentração de ocupações
irregulares, onde predominam as sub-habitações assentadas ilegalmente.
Nessa área os levantamentos efetuados em 1992 e 1997 registraram
um crescimento de 4,5 vezes, o que pode representar, a cada
ano, o assentamento precário de 5.783 pessoas ou, a cada dia,
mais de 15 pessoas, atingindo em 1997, um total de 38.221 indivíduos
assentados ilegalmente, de forma extremamente precária e sobre
área de mananciais de alta representatividade no sistema de
abastecimento integrado da aglomeração urbana-metropolitana
com cerca de 2 milhões de habitantes.
Quanto à evolução do número de ocupações irregulares cabe destacar
que o número de unidades verificado é 2,9 vezes maior que o
valor apresentado pela RMC como um todo, no mesmo período. Apenas
no município de Piraquara, no período 1992 -1997, se verificou
um crescimento de ocupações irregulares de 69,81% nesse período.
(LIMA, 2000).
Assim como, constata-se que o 22, 83% dos chefes de família
são analfabetos funcionais, 41,07 dos mesmos tem uma renda mensal
de até dois salários mínimos e o 21,30 % são pobres (IBGE, 2000).
Acredita-se que o conjunto das condições de vida da população,
somadas às relações de dominação e disparidade social, sobretudo
de cidadania, se constitui em um dos pontos mais vulneráveis
na construção da sustentabilidade, ecológica, sócio-cultural
e econômica
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